quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Textinho de fim de ano

Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje  ....

O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro o interrompeu:
- Mestre,  vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:  
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. - Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. - E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:
"Senhor, Senhor por que me abandonastes?"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Português II - Reorganizando conteúdo da próxima aula

Vejam bem: estou cá fazendo o gabarito do exercício de transcrição das vibrantes e acho mais sensato que este seja o tema da aula da próxima quarta, de modo que a estilística fônica pode muito bem entrar no período pós-prova.

Assim, amigos, aqueles que ainda não entregaram a tarefa têm como data limite o início da aula de quarta, 30/11.

Boa semana!

Pós-graduação: data de entrega da monografia

Confirmou-se a data que temíamos: a entrega é mesmo no dia 03/01/12. É uma garfada no bacalhau e uma teclada no texto. Boas festas? Serão! Claro que serão! E boas monografias também!

Grande abraço!

sábado, 26 de novembro de 2011

Aperitivo linguístico


Prof. Cristina Altman (USP) e uma aula sobre Saussure. Mais um vídeo inspirador e mais uma voz para falar de alguns pontos de que tratamos no curso. Atentem para as referências à fonologia e aproveitem!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Português II: entrando na reta final

Estamos a menos de um mês para o término do curso e vim cumprir duas tarefas:
- Relembrar que já marcamos as datas da segunda e da terceira provas (dias 7 e 16 de dezembro);
- Disponibilizar o material para as aulas de processos fonológicos e estilística fônica:
Processos fonológicos
Estilística fônica

Na aula passada terminei os comentários sobre a interpretação das vogais nasais e amanhã trataremos dos ditongos.

Até lá!

sábado, 12 de novembro de 2011

Aos graduandos: impressões de uma sexta-feira plena

Não vim cobrar leituras, exercícios, desempenhos... vim abrir o coração e agradecer. Hoje tivemos um aulão sobre vogais nasais e foi show pra mim (foi bom pra vocês...rs?). À tarde, eu e Carolina Serra demos aula no Curso de Extensão - estavam  lá alguns alunos meus do PORT II, alguns alunos dela de Variação - e também foi show. Saímos, as duas, super felizes de ter dado aula no curso. Cá pra nós: uma turma que bate palmas no fim da aula! Que isso, gente! Não tô acostumada não, coisa muito fina!

Hoje é um daqueles dias em que a plenitude da vida é tão palpável que consigo segurá-la nas mãos.

E, como felicidade é coisa que quando a gente divide se multiplica, vim fechar o dia agradecendo a todos vocês.

Grande abraço!

PS:  Baixou "Tropa de Elite" na louca e ainda me aturaram sem ventilador... rs.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Português II - sobre o sistema vocálico e as postônicas não-finais

Na aula de quarta falei sobre as vogais, em todas as posições acentuais do vocábulo. Deixo para vocês uma leitura complementar, que traz resultados de pesquisa sobre as vogais postônicas não-finais - aquelas dos proparoxítonos, lembram-se?

Este foi o tema da dissertação de mestrado de Alessandra de Paula, defendida em 2010 e orientada pelos professores Silvia Brandão e João Moraes. Alessandra agora está no doutorado e neste semestre está fazendo a disciplina de fonologia e prosódia comigo e com Carolina Serra. Conto a história toda pois foi ela quem me cedeu o material e permitiu que eu postasse para vocês. O material foi compilado por Fabiane Rocha (mestranda, também estudando com a gente neste semestre, e orientanda também de Silvia Brandão).

Vejam o que se faz em pesquisa: Alessandra me contou que há 18.413 proparoxítonas dicionarizadas no PB... Eu quis logo saber: e a hipótese do Mattoso? Afinal, são quatro fonemas nesta posição ou o sistema tem mesmo três vogais? Mas não vou contar tudo não. Leiam que são apenas duas folhinhas:

Vogais postônicas não-finais

Já já nos encontraremos!

PS: Pelamor dos fonemas: comam uma maçãzinha!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pós-graduandos: aula de 10 de novembro

Na próxima quinta, gostaríamos que vocês levassem suas propostas de trabalho final, pra que a gente comece a encaminhar e orientar os trabalhos. Eu e Carolina temos ainda alguns poucos tópicos a apresentar, de forma que a aula será destinada, de fato, à apresentação de vocês.

Até quinta (sempre em local ignorado...rs)!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cancelamento da aula de sexta, 04 de novembro

Olá para todos!

Em pleno feriado, venho para dar notícias: não teremos aula na sexta-feira. Estarei na Letras participando, de manhã e à tarde, de uma reunião. Semestre difícil!

Façam todas as leituras referentes às vogais, tanto no livro de Callou e Leite quanto no livro de C. Jr.

No mais, bom finzinho de feriado!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Português II - Tarefa da aula de 18 de outubro

Ontem, especialmente, tivemos uma aula musical e estiveram presentes Carmen Miranda, Marília Medalha, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso... Ouvimos duas músicas (Camisa listrada, de Assis Valente, e Disseram que eu voltei americanizada, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto) na voz de Carmen Miranda e de outros intérpretes.

A TAREFA:

Deixo aqui as diferentes  versões das duas músicas para download e proponho que transcrevam foneticamente os "erres" (apenas os "erres", não se entusiasmem!).
Aqui tem a folha do exercício, com as letras das músicas e já toda preparada para a transcrição. É só imprimir: Exercício de transcrição fonética das vibrantes, fazer a transcrição e entregar no dia 29 de outubro.

As músicas para download:

Camisa listrada - 1938 - intérprete: Carmen Miranda
Camisa listrada - 1967 - Intérprete: Marília Medalha
Disseram que eu voltei americanizada - 1940 - Intérprete: Carmen Miranda
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Adriana Calcanhoto
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Caetano Veloso

Aproveito para lhes deixar a gravação da famosa Taí (cujo título, na verdade, é "Pra você gostar de mim"), da autoria de Joubert de Carvalho. Esta foi a quinta das cinco músicas gravadas por Carmen Miranda em 1930, no início da sua carreira. A marchinha foi gravada no dia 27 de janeiro, bombou no carnaval de 30, e continua nas nossas bocas até hoje:

Taí
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Oh, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

E encerro o post da mesma forma que encerrei a aula de quarta: ao som de "O que é que a baiana tem", de Dorival Caymmi. Com a diferença de que aqui podemos não só ouvir mas também ver a diva, nas cenas que sobraram de um dos seus números musicais no filme brasileiro Banana da Terra, de 1939. Foi para cantar esta música que ela se vestiu de baiana pela primeira vez. Como diz Ruy Castro, na biografia Carmen, depois desse episódio "Ioiôs e iaiás nunca mais seriam os mesmos". Nem nós.

http://www.youtube.com/watch?v=ojo3I59Gn6c

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Português II - Aula de 14 de outubro

Entramos no último tópico referente às consoantes: os traços distintivos. Leituras obrigatórias:

1. Callou e Leite: Capítulo I, item 2b e Capítulo III, pág. 71-72 (lembrando que, como meu livro é um exemplar da 1a edição, há uma diferença na paginação. Vejam, pelo conteúdo do texto, onde se fala sobre traços (inclusive, peço ajuda aos universitários: postem aí nos comentários as páginas correspondentes nas edições mais recentes).

2. Traços distintivos: definições

Grande abraço e até quarta!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Evento de prosódia na Faculdade de Letras em 17 de outubro

Segunda-feira, 17 de outubro, às 11h, teremos uma conferência da Professora Dolors Font-Rotchés, da Universidade de Barcelona,  especialista em  Análise Melódica da Fala e Entoação. À tarde ela estará disponível para trocar ideias com pesquisadores da área.

Até lá!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dicas para a prova

Adoram este título, não? Seguem então algumas orientações simples:

- Não deixe de levar para a prova:
  • uma cópia do IPA
  • folha de papel almaço
  • caneta (os lápis podem e devem ficar em casa!)
- Não tome calmante se você não está acostumado, hein? Depois dá um revertério na hora da prova e olha eu tendo que que lidar com a situação...rs;

- Confie em mim, confie em você; e desconfie de mim e desconfie de você: excesso de confiança e confiança nenhuma carecem de entrar em acordo e buscar um meio termo;

- Se prepare, durma bem na véspera e tenha certeza de que essa situação vai passar, como todas as outras provas passaram (até já se esqueceram da maioria delas!);

- No mais, tamo junto!

Leituras obrigatórias para a prova do dia 30/09

As leituras estão indicadas tomando por base o sumário dos livros:

1. Callou e Leite
Capítulo I - O Objeto da fonética e da fonologia - item 1 e item 2 (letras a e c)
Capítulo III - Descrição fonológica do português - item 1 (O sistema consonantal e A interpretação da vibrante)

2. Camara Jr.
Parte introdutória - Considerações gerais
Parte primeira - A segunda articulação ou fonologia - Capítulos IV e V (neste, só a parte referente às consoantes)

3. Documentos disponibilizados no blog e usados já no curso
Material sobre fonética acústica
Artigo "Sistema, norma e fala: revisitando Coseriu"

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PORTUGUÊS II - Nova data para a primeira prova

Conforme combinamos na aula de ontem, a primeira prova será sexta-feira, dia 30/09. Lembrete aos que ainda não entregaram o exercício: ele é o seu "passaporte" para a feitura da prova, ok? De forma que quarta-feira,  28/09, é a data limite.

E amanhã continuamos tratando do sistema consonantal.

Grande abraço!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PORTUGUÊS II - Conteúdo das aulas dos dias 31/8, 2 e 9 de setembro

Vamos ver se eu me lembro, né?

No dia 31/8 tratamos dos conceitos de fone, alofone e fonema;
No dia 2/9 tratamos da sílaba e de seus constituintes, destacando a importância dessa unidade para a descrição fonológica;
No dia 9/9 (sim, houve aula dia 9, pessoas!) demos início à descrição fonológica do sistema consonantal, tratando das consoantes oclusivas e das fricativas em posição explosiva. Na próxima aula trataremos da neutralização das fricativas não-labiais.

É isso! Até quarta!

Pós-graduação: aula de quinta

Parece que não teremos endereço fixo: não se pode marcar uma sala daquelas dali do bloco F já para várias aulas. Então, na próxima quinta, vamos pra F216.

Grande abraço!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ainda sobre o documentário

Acabo de assistir ao terceiro episódio e esta foi a última frase: "A vida é uma viagem no tempo e felicidade é quando fazemos essa viagem juntos". Pronto, respondeu a duas questões cruciais do sentido da vida...rs. Muito show o documentário do GNT sobre emoções humanas. E, de quebra, faz a gente feliz.

sábado, 27 de agosto de 2011

Da série "Dúvidas Frequentes": média final


1. Cálculo da média
O curso de Português II terá 3 provas, das quais uma (a com a nota menor) será descartada. A nota final será a média das duas maiores notas que você obteve.  Se houver uma monografia final (ainda vou decidir se faremos ou não), ela também será computada na média, sendo que o peso maior será sempre o das provas (prova = peso 2, monografia = peso 1). Possibilidades:
Média sem monografia:
(Soma das notas das duas provas com nota mais alta) / 2
Média com monografia:
(Média das notas das 2 provas com nota mais alta) x 2 + (Nota da monografia) x 1 / 3

2. Prova de segunda chamada:
Não há. A prova perdida fica valendo como a nota menor que pode ser descartada.

3. Exercícios valem nota? São contados na média?
Não, eles são obrigatóriosqualificam você para as provas. A não feitura dos exercícios implica a não feitura da prova. Como assim? Atores ensaiam obrigatoriamente para estrear, atletas treinam obrigatoriamente para competir, alunos fazem exercícios obrigatoriamente para fazer as provas.

4. Há possibilidade de fazer um trabalho extra para ajudar na nota?
Claro! Anote aí: uma galinha preta, duas velas vermelhas, uma garrafa de cidra...

PORTUGUÊS II - Conteúdo das aulas dos dias 24 e 26 de agosto

Na aula de quarta, tratamos do objeto de estudo da fonética e da fonologia e de como os conceitos de "fone" e "fonema" se relacionam com a "langue" e a "parole" saussurianas. Na aula de sexta, tratamos de fonética articulatória enfocando as 4 fases de produção do som: iniciação, fonação, ressonância e articulação.

Leituras pedidas:
Callou e Leite:
I - O objeto da fonética e da Fonologia
1. Fonética (itens a, b e c);
2. Fonologia (itens a e c);

Leituras sugeridas:
II - A evolução dos estudos de fonética e fonologia (itens 1 e 2)

Como tarefa, a ser entregue na próxima quarta, dia 31/08, pedi a elaboração de um texto que atendesse à seguinte proposta: Com base nos textos Sistema, norma e fala: revisitando Coseriu (Cunha, 2003) e "O objeto da fonética e da fonologia" (Callou e Leite,  1990, p.11-12) mostre de que forma as duas áreas de estudo se relacionam.

Orientações para a feitura do exercício:
- busque explicar a diferença entre fonética e fonologia, fone e fonema, usando como respaldo a tripartição da gramática proposta por Coseriu.
- redija um texto cuja extensão fique entre 15 e 30 linhas, manuscrito, e apresentado em folha de papel almaço.
- Resista à tentação de copiar os textos de base. Pode fazer citações (copiar partes deles), mas apenas quando forem absolutamnte necessárias e sempre postas entre aspas e com indicação da página. Lembre que o meu objetivo é conhecer o seu raciocínio, o seu texto. E quanto mais você usar as palavras dos outros, menos eu vou conhecer as suas.

Bom fim de semana!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dica de documentário

Na aula de hoje, da pós-graduação, fiz referência a um documentário que assisti no GNT, falando das emoções humanas. O de domingo passado foi o segundo episódio, "Enfrentando nossos medos". Ainda vai passar mais um, "Repensando a felicidade", domingo que vem, às 00:30h. Confiram a programação: GNT doc. Daí eu postar a dica pra vocês. Este vídeo apresenta a série e este outro vídeo é um pequeno aperitivo do primeiro episódio.
Relações humanas, neurociências, emoções primitivas x elaboração racional dessas emoções... aonde tudo isso me levou? Entre outras questões, à questão da variação linguística e do preconceito linguístico, claro....rs. Mas como assim?
Os sentimentos negativos que nos assaltam (e dentre eles os preconceitos com que nos armamos) são muitas vezes movidos por medo, raiva, por sentimentos primitivos de sobrevivência, que nos levam a avaliar se algo nos ameaça a vida e que tipo de reação vamos ter (enfrentamento ou fuga). Pois esses mesmos mecanismos de ação podem ser acionados em uma situação que em nada ameace a nossa sobrevivência (medo de avaliação, por exemplo: não reajam me dando com um tacape na cabeça! rs). Como já vamos bem longe do tempo em que habitávamos as cavernas, esses sentimentos precisam ser admitidos e elaborados racionalmente, adequando-se aos valores e práticas da sociedade e da cultura. E mais: adequar-se porém mantendo-se em movimento, em consonância com a diversidade e as mudanças do tempo em que se vive. Me lembro de uma redação que Dinah Callou nos pediu no primeiro período da graduação, com o título "Viver é conviver, sobretudo em matéria de linguagem". Tudo a ver com o tema.
Mais comentário que isso, pessoas, só ao vivo!

PS: Não tem TV a cabo? Não se aperte: assista na internet!

Grande abraço!

Pós-graduandos: mudança de endereço

A partir da semana que vem mudamos de sala de aula: vamos para a F208  - e aí ficamos lá de vez.

Grande abraço!

sábado, 20 de agosto de 2011

Vídeo das cordas vocais


Na aula de hoje mostrei este video completo. Ele tem cerca de dois minutos e mostra a pronúncia da vogal [i] em tom agudo e grave, em velocidade normal e em slow motion. Ficam estes 40 segundos como aperitivo. Se quiserem cópia dele na íntegra, peguem comigo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PORTUGUÊS II - Conteúdo das aulas dos dias 17 e 19 de agosto e tarefas da próxima semana

Olá para todos!

As aulas da semana estão sendo dedicadas a mostrar, por meio da fonética experimental, características articulatórias e acústicas  dos sons da fala. Por isso, na proxima sexta (dia 19), permaneceremos no auditório E3. Para tratar do assunto, além da indicação da leitura do capítulo 3 do livro de Maia  (vejam o post  "Cursos 2011-2", em que está a bibliografia), disponibilizo aqui os documentos mostrados em aula:

IPA (na versão em papel, porque vão precisar ter um, além do que está no livro de Cristófaro Silva)
Fonética acústica: conceitos básicos
Fonética acústica: vogais
Os programas IPA-Help e PRAAT tem links para download à esquerda da página, em "Material didático".

Adianto já as leituras para a próxima semana:

  • C. Jr. Estrutura da língua portuguesa, "Parte introdutória". pág. 11 a 29. - O propósito da leitura é estabelecer o link entre o curso anterior (Variação em língua portuguesa) e o curso de fonologia, que dará início à descrição linguística pormenorizada do português.
  • C. Jr. Estrutura da língua portuguesa. "Sons vocais elementares e fonemas". pág. 33 a 38.
  • Callou e Leite. "O objeto da fonética e da fonologia" (pág. 11 e 12) e "A produção dos sons na linguagem humana" (pág. 13 a 15).
Até sexta!

(PS: post mais educado esse, não? cheio de cumprimentos...rs)

Pós-graduandos: cronograma do curso já disponível

2011-2 - Fonologia e prosódia - Cláudia Cunha e Carolina Serra

domingo, 14 de agosto de 2011

Blog também no celular

Podem acessar o blog para ver as atualizações via celular também.
Estou cercando de todos os lados! Rs.
--
Enviado do meu celular
Cláudia Cunha
Departamento de Letras Vernáculas
Faculdade de Letras - UFRJ

sábado, 13 de agosto de 2011

PORTUGUÊS II: conteúdo das aulas dos dias 10 e 12 de agosto

Nesta semana tratamos da dupla articulação da linguagem e de que como os estudos fonológicos se inserem na gramática. Claro que falamos também "de um tudo", pois que eu não sei fazer de outro jeito, mas deixo para vocês um material que, ainda que se intitule "Variação linguística", trata mais detidamente da dupla articulação: Dupla articulação da linguagem

Gostei do blog da moça. Quem sabe vocês não se inspiram?
Martinet, Saussure, Hjelmslev e a dupla articulação da linguagem

Sobre Martinet: http://www.infopedia.pt/$andre-martinet

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Alteração dos Locais das aulas da graduação e da pós na próxima semana

Olá para todos!

Graduandos: Na próxima quarta e na próxima sexta (dias 17 e 19 de agosto) darei aula no auditório E3, nos dois horários (09:20 às 11h e 11:10 às 12:50h). Lembro que nesta semana e na próxima estou ministrando as aulas das turmas do João Moraes, por isso os dois horários.

Pós-graduandos: As aulas dos dias 18 e 25 de agosto serão dadas na sala F210. Aproveito para informar que em breve disponibilizarei aqui o cronograma e a ementa do curso, com algumas alterações.

Explicação geral: como o tema de todas essas aulas é fonética acústica, iremos para espaços que têm datashow e som.

Cursos de 2011-2

1. Fonologia da Língua Portuguesa (Português II)

Nível: graduação
Pré-requisito: Disciplina "Variação em Língua Portuguesa"
Turma LEJ - Horário: 11:10 às 12:50 - sala F116
Ementa de Português II

Bibliografia básica:
CAMARA JR., Joaquim Mattoso. Para o estudo da fonêmica portuguesa. Rio de Janeiro: Padrão, 1953.
CAMARA JR., Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis: Vozes, 1970.
CALLOU, Dinah e LEITE, Yonne. Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
MAIA, Eleonora Motta. No reino da fala - a linguagem e seus sons. São Paulo: Ática, 1986.

Início das aulas: 10/08/2011


2. Fonologia e prosódia

Professores: Cláudia Cunha e Carolina Serra (UFRJ)
Nível: pós-graduação (mestrado e doutorado)
Horário: Quinta-feira, 14 às 16:30h

Início das aulas: 18/08/2011

sábado, 23 de julho de 2011

Entrevista de Ataliba de Castilho no Programa do Jô

O professor Ataliba Teixeira  de Castilho fala sobre seu livro "Nova gramática do português brasileiro" no Programa do Jô:



http://www.youtube.com/watch?v=l2wLaVQzOsQ&feature=share

Notas da terceira prova e médias finais

Enfim, trabalho encerrado! Peço que confiram suas notas e se certifiquem, após o dia 7 de agosto, de que a nota consta no SIGA. Se houver problema com o lançamento da nota de algum aluno, aviso por aqui. As férias são curtíssimas, mas aproveitem! 

PS: E, por todos os santinhos, pessoas: sosseguem de me mandar emails pra saber de nota aqui, nota no SIGA... A prof também é fia de deus - e sabedora dos prazos! Bora cuidar cada qual da sua evolução que tem muita vida acadêmica ainda este ano. E foi um prazer revê-los!

Médias finais: turma de 09:20h
Médias finais: turma de 11:10h

quinta-feira, 16 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Coisas que aprendi

Essa cidade onde eu tô - Alcalá de Henares - foi onde nasceu Cervantes, em 1547;
A gente fala "Ah, tá!" pra mostrar que tá entendendo a conversa. Eles falam "si, si, si"; em Portugal, o mesmo esquema: "sim, sim, sim";
A última vogal do final das frases tem duração maior: Olaaaaa;
Na norma madrilenha, o que se grafa com "ll" é pronunciado como "dz" ( o "d" de dia, pra nós cariocas). Isso acontece porque toda língua "vareia"... rs.

Enfim: fazendo um intensivão de fonética do espanhol in loco e partilhando com vocês.

domingo, 5 de junho de 2011

Notícias da Espanha e sobre a entrega dos trabalhos

Oi pra todos!

Cheguei na Espanha! Foi excelente, a viagem e o avião nem caiu...rs. Um calorão em Alcalá de Henares, que tá cheia de brasileiros que vieram pro Congresso.

O motivo do post é repassar a mensagem que o monitor Roberto de Farias me mandou: ele estará na sala de aula, na quarta, das 11 às 11:30h. Havendo algum problema, podem encontrá-lo no horário de  monitoria dele (sexta, de 13:30h-15:30h), no hall da Biblioteca.

sábado, 4 de junho de 2011

Entrevista do Fiorin: um aulão de variação linguística

Assistam e divulguem: essa entrevista é o "vale-Port I" de que estávamos precisando...rs. Quando tentarem explicar pra alguém a questão da variação e os argumentos faltarem, não se avexem: enviem o vídeo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Exercícios obrigatórios e calendário das próximas atividades

Agora, vamos ao que interessa:


- 08 e 10/06 - Eu não darei aula a vocês; estarei no Congresso da ALFAL. No entanto, deixo tarefas para este período. Ficam dois exercícios, obrigatórios, cuja entrega os qualifica para fazer a próxima prova.
O primeiro deles é o da transcrição fonética e fonológica dos "erres" nas músicas disponíveis aqui no blog, neste post:  http://profclaudiacunha.blogspot.com/2011/05/aula-de-sexta-13-de-maio-tarefas-sobre.html. Para organizar a transcrição, preparei uma tabela e pus algumas orientações:

1. Exercício de transcrição fonética e fonológica dos "erres" nas músicas

O segundo é um exercício, também de transcrição, que envolve vogais e consoantes:
2. Exercícios de transcrição fonética e fonêmica


- 08/06 - Entrega dos exercícios aos monitores. Apesar de eu não estar aqui e vocês não terem aula, vocês se encontrarão com os monitores para entregar a eles os dois exercícios. Cada monitor ficará responsável por uma turma:

Turma das 09:20h: Victor Viana  victor.viana@ufrj.br
Turma das 11:10h: Roberto de Farias robertofdjr@hotmail.com

Eu e os rapazes estamos combinando a hora e o local da entrega. Assim que eu tiver as informações, repasso a todos.

- 15/06 - Entrega dos exercícios corrigidos às turmas.

- 17/06 - 2a PROVA (sobre a matéria de fonologia dada até aqui: sistema consonantal e vocálico)

Acho que é isso! Boa sorte pra nós!

Aulas de 25 e 27 de maio

As aulas da semana passada foram dedicadas ao sistema vocálico e tratamos da descrição do sistema na posição tônica e nas posições átonas. Leituras obrigatórias:

Callou e Leite, Capítulo III, item 2 ("O sistema vocálico"). pág. 76 a 84.

Camara Jr., pág. 39 a 46.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Da série: "a variação linguística existe"

A oposição já começou a campanha no facebook...rs. O 'Appendix Probi' (uma das fontes do latim vulgar) deve ter sido publicado num cartaz assim:


‎'Appendix Probi' é um texto do século IV d.C., de autor desconhecido, no qual se compilam os erros mais frequentes na fala latina da época, opondo-os às formas corretas do latim clássico. Uma das correções é "auris non oricla". Mas não teve jeito: o povo só falava 'oricla'. E foi essa forma que deu origem à palavra 'orelha'. A novidade de ontem é o comum de hoje... e o erro/ a novidade de hoje pode ser o acerto / o comum de amanhã.

Se alguma língua precisa ser salva (será que tem?) é aquela que vai morrer porque o povo que [a fala/fala ela] [está/tá] em vias de extinção. Aí a missão é salvar o povo, [não é/né]? Se não der, [nós/a gente] salvamos só a língua mesmo, num livrinho. Quanto ao português... o português vai bem, obrigado! Variável e plural, como tudo que vive.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aula de 18 de maio: traços distintivos

Entramos no último tópico referente às consoantes: os traços distintivos. Leituras obrigatórias:

1. Callou e Leite: Capítulo I, item 2b e Capítulo III, pág. 71-72 (lembrando que, como meu livro é um exemplar da 1a edição, há uma diferença na paginação. Vejam, pelo conteúdo do texto, onde se fala sobre traços (inclusive, peço ajuda aos universitários: postem aí nos comentários as páginas correspondentes nas edições mais recentes).

2. Traços distintivos: definições

PS: Temos um exercício pendente, de transcrição fonética dos "erres". Vão fazendo que amanhã eu solto uma notícia sobre ele.

Ainda sobre a controvérsia da abordagem da variação linguística nos livros didáticos: texto de Sirio Possenti

Sírio Possenti é professor associado no Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL-Unicamp) e o texto que transcrevo me chega por email, divulgado com o consentimento do autor. O texto foi postado no portal Terra e compartilho, transcrevendo-o / transcrevendo ele para/pra vocês:


ACEITAM TUDO
 Sírio Possenti

De vez em quando, alguém diz que lingüistas “aceitam” tudo (isto é, que acham certa qualquer construção). Um comentário semelhante foi postado na semana passada. Achei que seria uma boa oportunidade para tentar esclarecer de novo o que fazem os linguistas.
Mas a razão para tentar ser claro não tem mais a ver apenas com aquele comentário. Surgiu uma celeuma causada por notas, comentários, entrevistas etc. a propósito de um livro de português que o MEC aprovou e que ensinaria que é certo dizer Os livro. Perguntado no espaço dos comentários, quando fiquei sabendo da questão, disse que não acreditava na matéria do IG, primeira fonte do debate. Depois tive acesso à indigitada página, no mesmo IG, e constatei que todos os que a leram a leram errado. Mas aposto que muitos a comentaram sem ler.
Vou tratar do tal “aceitam tudo”, que vale também para o caso do livro.
Primeiro: duvido que alguém encontre esta afirmação em qualquer texto de lingüística. É uma avaliação simplificada, na verdade, um simulacro, da posição dos lingüistas em relação a um dos tópicos de seus estudos - a questão da variação ou da diversidade interna de qualquer língua. Vale a pena insistir: de qualquer língua.
Segundo: “aceitar” é um termo completamente sem sentido quando se trata de pesquisa. Imaginem o ridículo que seria perguntar a um químico se ele aceita que o oxigênio queime, a um físico se aceita a gravitação ou a fissão, a um ornitólogo se ele aceita que um tucano tenha bico tão desproporcional, a um botânico se ele aceita o cheiro da jaca, ou mesmo a um lingüista se ele aceita que o inglês não tenha gênero nem subjuntivo e que o latim não tivesse artigo definido.
Não só não se pergunta se eles “aceitam”, como também não se pergunta se isso tudo está certo. Como se sabe, houve época em que dizer que  a Terra gira ao redor do sol dava fogueira. Semmelweis foi escorraçado pelos médicos que mandavam em Viena porque disse que todos deveriam lavar as mãos antes de certos procedimentos (por exemplo, quem viesse de uma autópsia e fosse verificar o grau de dilatação de uma parturiente). Não faltou quem dissesse “quem é ele para mandar a gente lavar as mãos?”
Ou seja: não se trata de aceitar ou de não aceitar nem de achar ou de não achar correto que as pessoas digam os livro. Acabo de sair de uma fila de supermercado e ouvi duas lata, dez real, três quilo a dar com pau. Eu deveria mandar esses consumidores calar a boca? Ora! Estávamos num caixa de supermercado, todos de bermuda e chinelo! Não era um congresso científico, nem um julgamento do Supremo!
Um lingüista simplesmente “anota” os dados e tenta encontrar uma regra, isto é, uma regularidade, uma lei (não uma ordem, um mandato).
O caso é manjado: nesta variedade do português, só há marca de plural no elemento que precede o nome – artigo ou numeral (os livro, duas lata, dez real, três quilo). Se houver mais de dois elementos, a complexidade pode ser maior (meus dez livro, os meus livro verde etc.). O nome permanece invariável. O lingüista isso, constata isso. Não só na fila do supermercado, mas também em documentos da Torre do Tombo anteriores a Camões. Portanto, mesmo na língua escrita dos sábios de antanho.
O lingüista também constata the books no inglês, isto é, que não há marca de plural no artigo, só no nome, como se o inglês fosse uma espécie de avesso do português informal ou popular. O lingüista aceita isso? Ora, ele não tem alternativa! É um dado, é um fato, como a combustão, a gravitação, o bico do tucano ou as marés. O lingüista diz que a escola deve ensinar formas como os livro? Esse é outro departamento, ao qual volto logo.
Faço uma digressão para dar um exemplo de regra, porque sei que é um conceito problemático. Se dizemos “as cargas”, a primeira sílaba desta sequência é “as”. O “s” final é surdo (as cordas vocais não vibram para produzir o “s”). Se dizemos ‘as gatas”, a primeira sílaba é a “mesma”, mas nós pronunciamos “az” – com as cordas vocais vibrando para produzir o “z”. Por que dizemos um “z” neste caso? Porque a primeira consoante de “gatas” é sonora, e, por isso, a consoante que a antecede também se sonoriza. Não acredita? Vá a um laboratório e faça um teste. Ou, o que é mais barato, ponha os dedos na sua garganta, diga “as gatas” e perceberá a vibração. Tem mais: se dizemos “as asas”, não só dizemos um “z” no final de “as”, como também reordenamos as sílabas: dizemos as.ga.tas e as.ca.sas, mas dizemos a.sa.sas (“as” se dividiu, porque o “a” da palavra seguinte puxou o “s/z” para si). Dividimos “asas” em “a.sas”, mas dividimos “as asas” em a.sa.sas.
Volto ao tema do lingüista que aceitaria tudo! Para quem só teve aula de certo / errado e acha que isso é tudo, especialmente se não tiver nenhuma formação histórica que lhe permitiria saber que o certo de agora pode ter sido o errado de antes, pode ser difícil entender que o trabalho do lingüista é completamente diferente do trabalho do professor de português.
Não “aceitar” construções como as acima mencionadas ou mesmo algumas mais “chocantes” é, para um lingüista, o que seria para um botânico não “aceitar” uma gramínea. O que não significa que o botânico paste.
Proponho o seguinte experimento mental: suponha que um descendente seu nasça no ano 2500. Suponha que o português culto de então inclua formas como “A casa que eu moro nela mais os dois armário vale 300 cabral” (acho que não será o caso, mas é só um experimento). Seu descendente nunca saberá que fala uma língua errada. Saberá, talvez (se estudar mais do que você),  que um ancestral dele falava formas arcaicas do português, como 300 cabrais.
Outro tema: o linguista diz que a escola deve ensinar a dizer Os livro? Não. Nenhum lingüista propõe isso em lugar nenhum (desafio os que têm opinião contrária a fornecer uma referência). Aliás, isso não foi dito no tal livro, embora todos os comentaristas digam que leram isso.
O lingüista não propõe isso por duas razões: a) as pessoas já sabem falar os livro, não precisam ser ensinadas (observe-se que ninguém fala o livros, o que não é banal); b) ele acha – e nisso tem razão – que é mais fácil que alguém aprenda os livros se lhe dizem que há duas formas de falar do que se lhe dizem que ele é burro e não sabe nem falar, que fala tudo errado. Há muitos relatos de experiências bem sucedidas porque adotaram uma postura diferente em relação à fala dos alunos.
Enfim, cada campo tem seus Bolsonaros. Merecidos ou não.

PS 1 – todos os comentaristas (colunistas de jornais, de blogs e de TVs) que eu ouvi leram errado uma página (sim, era só UMA página!) do livro que deu origem à celeuma na semana passada. Minha pergunta é: se eles defendem a língua culta como meio de comunicação, como explicam que leram tão mal um texto escrito em língua culta? É no teste PISA que o Brasil, sempre tem fracassado, não é? Pois é, este foi um teste de leitura. Nosso jornalismo seria reprovado.
PS 2 - Alexandre Garcia começou um comentário irado sobre o livro em questão assim, no Bom Dia, Brasil de terça-feira: “quando eu TAVA na escola...”. Uma carta de leitor que criticava a forma “os livro” dizia “ensinam os alunos DE que se pode falar errado”. Uma professora entrevistada que criticou a doutrina do livro disse "a língua é ONDE nos une" e Monforte perguntou "Onde FICA as leis de concordância?". Ou seja: eles abonaram a tese do livro que estavam criticando. Só que, provavelmente, acham que falam certinho! Não se dão conta do que acontece com a língua DELES mesmos!!




domingo, 15 de maio de 2011

Texto resposta de Marcos Bagno às polêmicas na imprensa sobre a presença da variação linguística nos livros didáticos

POLÊMICA OU IGNORÂNCIA?
DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA

Marcos Bagno
Universidade de Brasília
www.marcosbagno.com.br

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua. Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.

Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela — devidamente fossilizada e conservada em formol — que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.

A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles — se julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?

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Fica o texto em PDF para download: Artigo de Marcos Bagno: "Polêmica ou ignorância?"

sábado, 14 de maio de 2011

Ainda sobre a aula de 13 de maio: a saideira

Aproveito para lhes deixar a gravação da famosa Taí (cujo título, na verdade, é "Pra você gostar de mim"), da autoria de Joubert de Carvalho. Esta foi a quinta das cinco músicas gravadas por Carmen Miranda em 1930, no início da sua carreira. A marchinha foi gravada no dia 27 de janeiro, bombou no carnaval de 30, e continua nas nossas bocas até hoje:

Taí
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Oh, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

E encerro o post da mesma forma que encerrei a aula de hoje: ao som de "O que é que a baiana tem", de Dorival Caymmi. Com a diferença de que aqui podemos não só ouvir mas também ver a diva, nas cenas que sobraram de um dos seus números musicais no filme brasileiro Banana da Terra, de 1939. Foi para cantar esta música que ela se vestiu de baiana pela primeira vez. Como diz Ruy Castro, na biografia Carmen, depois desse episódio "Ioiôs e iaiás nunca mais seriam os mesmos". Nem nós.

http://www.youtube.com/watch?v=ojo3I59Gn6c

Aula de sexta, 13 de maio: tarefas sobre as vibrantes

Engraçado que atentaram pro fato de hoje ser sexta-feira treze, mas não lembramos de que não é um dia 13 qualquer: é 13 de maio! Dia da abolição da escravatura no Brasil.

Isto posto, terminei na aula de hoje os comentários sobre as vibrantes, que comecei na quarta-feira. A leitura específica é o capítulo "A interpretação das vibrantes", do livro de Callou e Leite. No entanto, nas duas aulas, fomos bem além do texto, fazendo comentários sobre as normas que permeiam o uso da língua nos meios de comunicação e nas artes (rádio, TV, teatro, cinema, música) e as mudanças que se podem testemunhar ao longo do século XX.

Fiz referência ao acervo fonográfico do Instituto Moreira Salles (IMS), que reúne grande parte da fonografia brasileira, isto é, quase tudo o que foi gravado em disco no Brasil. Interessam-nos especialmente as gravações das cinco primeiras décadas do século XX, onde se pode observar a mudança de pronúncia dos "erres" e do /l/ posvocálico. Acessando o site é possível ouvir o acervo. Peguem o endereço e visitem o Instituto: fica num casarão maravilhoso na Gávea, no meio da mata, e tem sempre exposições ótimas.

Pesquisando na web, achei um site que registra O nascimento da indústria fonográfica no Brasil. Lá se pode ouvir (segundo as informações fornecidas pela autora do blog, Leni David) a primeira gravação de música cantada feita no Brasil, o lundu "Isso é bom". A autora diz que a gravação data de 1902. Já o site do IMS situa a gravação entre 1907 e 1912. Independente da data, é um registro precioso para nós, já que constitui uma amostra de oralidade do início do século XX. É só clicar e ouvir.

Hoje, especialmente, tivemos uma aula musical e estiveram presentes Carmen Miranda, Marília Medalha, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso... Ouvimos duas músicas (Camisa listrada, de Assis Valente, e Disseram que eu voltei americanizada, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto) na voz de Carmen Miranda e de outros intérpretes.

A TAREFA:

Deixo aqui as diferentes  versões das duas músicas para download e proponho que transcrevam foneticamente os "erres" (apenas os "erres", não se entusiasmem!). As letras das músicas estão disponíveis nos links que pus mais acima. As músicas:

Camisa listrada - 1938 - intérprete: Carmen Miranda
Camisa listrada - 1967 - Intérprete: Marília Medalha
Disseram que eu voltei americanizada - 1940 - Intérprete: Carmen Miranda
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Adriana Calcanhoto
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Caetano Veloso

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O surgimento da capacidade da fala - parte 3

Aproveitando a dica de um dos comentários, acho que o tema se completa bem com o filme "A guerra do fogo". Vejam uma das sinopses disponíveis na net (http://www.telona.org/a-guerra-do-fogo-dvdrip-xvid/):

Sinopse: O filme trata de dois grupos de hominídios pré-históricos: um que cultuava o fogo como algo sobrenatural e outro que dominava a tecnologia de fazer o fogo. Em termos de linguagem, o primeiro não está muito longe dos demais primatas, emitindo gritos e grunhidos quase na totalidade vocálicos. Esse tipo de comunicação assemelha-se ao que Rousseau considera, em seu Ensaio sobre a origem das línguas, como a primeira manifestação de linguagem no homem, que é a expressão de suas paixões, como a dor e o prazer. Já o segundo grupo parece ter uma comunicação mais complexa, com maior número de sons articulados. Há outros elementos culturais, como habitações e ritos, que denotam um maior grau de complexidade do segundo grupo com relação ao primeiro.

No que concerne apenas à questão da linguagem, uma possível interpretação seria a seguinte: em um determinado estágio de sua evolução biológica, o homem, já se locomovendo como bípede e tendo suas mãos livres, aprendeu a manipular instrumentos, a interferir no seu meio e a fazer, dentre outras coisas, o fogo. A necessidade de preservação desse conhecimento, dessa tecnologia, levou-o a sofisticar a sua capacidade de comunicação. A princípio, sua linguagem pode ter sido meramente gestual, mas ele descobriu que os sons também poderiam se prestar a essa função.

Assim como, ao tornar-se Homo Erectus viu-se com as mãos livres (antes usadas principalmente na locomoção) e descobriu que poderia usá-las para manipular as coisas; assim como, ao tornar-se Homo Sapiens descobriu que poderia usar essa capacidade de manipulação para interferir no seu meio; da mesma forma, descobriu que os órgãos utilizados para funções vitais como a respiração e a digestão, também serviam para emitir sons. A partir do momento em que aprendeu a diversificar os sons através das articulações, conseguiu aumentar as possibilidades de combinação entre eles. Uma vez estabelecidas determinadas convenções entre os seus semelhantes, possibilitou-se a troca de informações (como a tecnologia de fazer o fogo) de um indivíduo para o outro.

A sofisticação da linguagem serviu para facilitar a comunicação de uma informação complexa, talvez não expressável meramente pelo gesto. Portanto, como diria o pai da Linguística Moderna, Ferdinand de Saussure, “não é a linguagem que é natural ao homem, mas a faculdade de construir uma língua, vale dizer: um sistema de signos distintos correspondentes a idéias distintas”.
As divagações acima são apenas leituras possíveis do interessante filme de Annaud. E os indícios lingüisticos (a distinção entre a linguagem de uma tribo e de outra) foram pensados pelo foneticista Anthony Burgess, que assina o roteiro. Burgess ficou conhecido pelo livro Laranja Mecância, que foi adaptado para o cinema por Stanley Kubrick.

A Guerra do Fogo, com roteiro de Burgess e direção de Annaud, pode ser monótono e cansativo para quem não tem curiosidade pelo tema. Mas aqueles que se interessam não só pela origem da linguagem, mas pelas raízes da espécie humana e pelo florescer da razão e das tecnologias, irá apreciar o filme.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aula de 6 de maio

Então, meu caso é.... que acordei sem voz e pedi que avisassem às duas turmas de que eu não daria aula. :(    Quarta eu já tava com dor de garganta e meio rouca e, hoje de manhã, nem um fio de voz. 
Na aula de quarta tratamos das laterais, incluindo o processo de variação e mudança que envolve a lateral em coda silábica e descobri que ainda não tinha tratado das consoantes nasais na turma das 11 horas. Hoje falaríamos das vibrantes, mas como eu não "falaríamos" nada, o jeito foi ficar recolhida.

No mais, tudo show!

Bom fim de semana e até a próxima quarta!

sábado, 30 de abril de 2011

O surgimento da capacidade da fala - parte 2

Como os golfinhos não podiam ficar de fora, finalizo o tema com duas reportagens:







Como a imagem não está muito legível, segue o texto:
Texto da matéria "Conversas em golfinês"


Os artigos e reportagens que postei sobre o desenvolvimento da fala advêm de várias áreas do conhecimento: neurociências, antropologia, sociologia, psicologia, biologia, genética, física acústica... Em todos, usam-se palavras como "ciência", "cientistas", "pesquisadores". Palavras que também pertencem àqueles que se dedicam estritamente ao estudo científico da língua - os linguistas.
Sintam-se, pois, em casa.

O surgimento da capacidade de fala - parte 1

Nas aulas dessa semana resvalamos num assunto que sempre vem à baila quando se trata da dupla articulação da linguagem como uma das características que singularizam a espécie humana: afinal, como essa capacidade se desenvolveu? Por que nós a desenvolvemos e as outras espécies não?

Bem, antes que a gente fique se achando o máximo em termos evolutivos (e também porque hoje é sábado!) vale assistir a essa palestra:



Agora que todos já se aprumaram e resgataram a sua dimensão de indivíduos frente ao universo, seguem leituras sobre o tema. Buscando artigos na internet, há alguns semestres atrás,  encontrei alguns textos interessantes e escolhi estes três:

Um bom texto para introduzir a conversa. Publicado na  Revista Cérebro & Mente, que tem ótimas referências acadêmicas. 


Este é um texto bastante acessível, publicado na Revista Temas, e fornece uma visão abrangente sobre a matéria. Apesar de a revista não estar vinculada a uma instituição científica, os artigos são bem cuidados, embora tragam poucas referências bibliográficas. Ainda assim, sacia a curiosidade.


Este artigo está publicado em outra revista virtual (Inventário - Revista dos Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal da Bahia)  e é a tradução de um texto instigante e substancioso que inicia o livro The evolutionary emergence of language (Knight, C. et al. Language: a Darwinian Adaptation? In: The evolutionary emergence of language. Cambridge, University Press, 2003, p. 1-15.). O texto faz muitas considerações sobre o trabalho de Chomsky e, como merece ao menos uma olhadinha, fiz um apanhado-aperitivo:










sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aula de 29 de abril: leitura complementar

Feita a pausa para a celebração da sexta-feira (merecemos!), volto aos assuntos acadêmicos.

Na aula de hoje, tratei de três conceitos base para a compreensão da forma como os sons se organizam em uma língua: oposição, alofonia e neutralização. Fui a dois dicionários de linguística consultar os verbetes referentes a estes conceitos e reuni as informações em um documento que fica aqui como leitura complementar:

Leitura complementar: verbetes oposição, neutralização e alofonia.

Por hoje, encerro o expediente - ou, como diz uma amiga minha, "fecho a banquinha".

Bom fim de semana!

Pausa rápida para celebrar!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aula de 27 de abril: sistema consonantal

Aqui se inicia a parte do curso referente à fonologia e o primeiro tópico é a "descrição do sistema consonantal".

Leituras:

Camara Jr. Estrutura da língua portuguesa:
- Capítulo V, pág. 47 (começando no item 21)  a 52.

Callou e Leite. Iniciação à fonética e à fonologia:
- Capítulo III ("Descrição fonológica do português"), item 1 ("O sistema consonantal"), pág. 68 a 76;
- Capítulo I, item 2c ("Fonemas e variantes. O arquifonema")

O assunto é extenso e não se esgotará em uma ou duas aulas, de forma que as leituras podem ser feitas paulatinamente.
Na aula do dia 27 mostrei como fonemas vocálicos e consonantais se distribuem na sílaba e começamos a observar o comportamento das consoantes, tendo em vista sua capacidade opositiva, em posição de abertura e de travamento silábico. Tratamos das oclusivas e das fricativas, que merecerão comentário ainda na aula de amanhã.
Aliás, será uma aula fundamental, dedicada ao conceito de neutralização. Relevem, pois, a transmissão do casamento da moça londrina. Poderemos assisti-lo nas reprises diárias do youtube e nas reprises que a tv fará pelos próximos 30 anos.

sábado, 16 de abril de 2011

Aulão de sexta - 15 de abril: Dicas para a prova!

Nossa, que aulão de hoje, hein? Fiquei acabada! Acho que demos conta da correção dos exercícios, mas vocês ainda têm quatro dias pela frente para se preparar pra prova do dia 20.

Seguem dicas:

- Faça as leituras no fim de semana. Assim, se aparecerem muitas dúvidas, vocês têm tempo de marcar atendimento com os monitores na segunda ou na terça (os emails dos monitores estão no pé da página do blog);

- Podem me escrever também. Dependendo da dúvida, por email se resolve;

- Para segunda e terça não tenho mais horários para atendimento na Faculdade. Fechei a agenda hoje. De todo modo, se a urgência for urgentíssima e precisarem de um "olho no olho" para acalmar os ânimos, estarei na F308 na segunda de 11 às 12:30h e na terça das 15 às 16h. Em ambos os horários estarei reunida com alunos. Mas pode ser um alento saber que estou por lá;

- Não deixem de levar para a prova:
  • uma cópia do IPA
  • folha de papel almaço
  • caneta (os lápis podem e devem ficar em casa!)
- Não tome calmante se você não está acostumado, hein? Depois dá um revertério na hora da prova e olha eu tendo que que lidar com a situação...rs;

- Confie em mim, confie em você; e desconfie de mim e desconfie de você: excesso de confiança e confiança nenhuma carecem de entrar em acordo e buscar um meio termo;

- Se prepare, durma bem na véspera e tenha certeza de que vai passar, como todas as outras provas passaram (até já se esqueceram da maioria delas!);

- No mais, tamo junto!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aula de 8 de abril - tarefas

Leituras:
Callou e Leite:
I - O objeto da fonética e da Fonologia
1. Fonética (itens a, b e c);
2. Fonologia (itens a, b e c);

II - A evolução dos estudos de fonética e fonologia
item 1 - leitura obrigatória
item 2 - leitura complementar


Deixo para a próxima semana dois exercícios, que dão conta dos tópicos tratados no curso até aqui:
Exercício 1 - conceitos básicos e fonética articulatória
Exercícios de fonética acústica

terça-feira, 5 de abril de 2011

Problemas com download

Liberei os documentos da aula de quarta, dia 6, e a listagem dos alunos do mês de abril para qualquer usuário da web. Acho que agora todos conseguirão baixá-los. Vi também que estão com alguma dificuldade de localizar o blog no google, caindo sempre no meu outro blog. Se puserem na pesquisa "profclaudiacunha" acham mais rápido. Que tal se cadastrarem?
Um abraço!

sábado, 2 de abril de 2011

Vídeo das cordas vocais em ação

video

O vídeo completo tem cerca de dois minutos e mostra a pronúncia da vogal [i] em tom agudo e grave, em velocidade normal e em slow motion. Ficam estes 40 segundos como aperitivo. Vou mostrar em aula e, se quiserem cópia, peguem comigo.

Aula de quarta, 6 de abril

A aula será no auditório E1. Com data-show e som, o tema - fonética acústica - terá o tratamento que merece.
Material para leitura:
IPA
Fonética acústica: conceitos básicos
Fonética acústica: vogais

sábado, 26 de março de 2011

Pessoas que vivem nas áreas urbanas são mais felizes

Na aula de quarta fiz referência a um pesquisador que afirma que pessoas que vivem nas áreas urbanas são mais felizes. O nome dele é Edward Glaeser. Economista, professor da Universidade de Harvard, estudioso das áreas urbanas e autor do livro "Triumph of the city", que traz o sugestivo subtítulo "como a nossa invenção (as metrópoles) nos torna mais ricos, inteligentes, verdes, saudáveis e felizes". Bem, o que isso tem a ver com variação linguística e fonologia, só quem esteve presente viu e ouviu. Mas ficam os links para reflexão. O primeiro link é o da entrevista dele a Lúcia Guimarães, veiculada pelo programa Saia Justa, do GNT. O segundo, é o da página do professor na Universidade. A entrevista é show. Aproveitem!

Entrevista
Edward Glaeser

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aula de 25 de março

Terminados os comentários da parte introdutória do Estrutura da língua portuguesa, inicia-se na próxima semana o módulo de fonética.

Leitura pedidas para 30/03:

C. Jr. Estrutura da língua portuguesa. "Sons vocais elementares e fonemas". pág. 33 a 38.
Callou e Leite. "O objeto da fonética e da fonologia" (pág. 11 e 12) e "A produção dos sons na linguagem humana" (pág. 13 a 15).

terça-feira, 22 de março de 2011

Aula de 18 de março - tarefas

Leitura pedida para quarta, 22 de março:

Estrutura da língua portuguesa, "Parte introdutória". pág. 11 a 29.

O propósito da leitura é estabelecer o link entre o curso anterior (Variação em língua portuguesa) e o curso de fonologia, que dará início à descrição linguística pormenorizada do português.

Ementa e bibliografia do curso de Fonologia

Código

Disciplina

Créditos

Carga Horária

LEV 112

Fonologia da Língua Portuguesa

4
4

Ementa
Fonética e fonologia sincrônicas do Português do Brasil.  Conceitos básicos. Vocalismo, consonantismo e prosódia. Processos fonético-fonológicos. Variação e mudança.

Programa
UNIDADE I – Introdução: conceitos básicos
1. Fonética
   1.1. Definição e aplicações
   1.2. Fases do processo fonatório
   1.3. Aparelho fonador: anatomia e fisiologia
   1.4. Alfabeto fonético
   1.5. Classificação dos sons consonantais e vocálicos
   1.6.  Elementos de prosódia
2. Fonologia
   2.1. Definição              
   2.2. Fonema, alofone e arquifonema
   2.3. Relação grafema/fone/fonema
   2.4. Sistema de traços

UNIDADE II – Fonologia do Português
1. Estrutura silábica
2. Padrões acentuais
3. Sistema vocálico
4. Sistema consonantal

UNIDADE III – Processos fonéticos e fonológicos

BIBLIOGRAFIA BÁSICA


CALLOU, Dinah & LEITE, Yonne (2004)  Iniciação à fonética e à fonologia.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 10ª ed. (1a ed. 1990)
CÂMARA JR., Joaquim Mattoso (1977)  Para o estudo da fonêmica portuguesa.  Rio de Janeiro: Padrão. (1a ed. 1953)
______ (      ) Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis: Vozes. 36ª ed. (1a ed. 1970)

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR


BISOL, Leda, org (1996) Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS.
CAGLIARI, Luiz Carlos (2002) Análise fonológica: introdução à teoria e à prática, com especial destaque para o modelo fonêmico. Campinas: Mercado de Letras.
CATFORD, John C. (1994) A practical introduction to phonetics. Oxford: Clarendon Press.
FERREIRA NETO, Waldemar (2001) Introdução à fonologia da língua portuguesa. São Paulo: Hedra.
LEMLE, Miriam (1999) Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática
MAIA, Eleonora Motta. (1986) No reino da fala: a linguagem e seus sons.São Paulo: Ática.
MATEUS, Maria Helena Mira (1975) Aspectos da fonologia portuguesa. Lisboa: Centro de Estudos Filológicos.
MATTOSO CÂMARA JR, Joaquim. (1970) Problemas de lingüística descritiva.
_______ et alii (2003) Aspectos fonológicos e prosódicos da gramática do português. In: MATEUS, M. H. M. et alii Gramática da língua portuguesa. 5. ed. rev. e aum. Lisboa: Caminho.
MORAES, João. (2004) Os fenômenos prosódicos no português do Brasil. Ms. inédito.
SILVA, Thaïs Cristófaro (1999) Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto.
 _______ (2003) Exercícios de fonética e fonologia. São Paulo: Contexto.